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    Yuri Rebelo reforça pontes internacionais para criar oportunidades à juventude angolana

    O Secretário-Geral do Conselho Nacional de Juventude (CNJ) e pré-candidato à Presidência da organização, Yuri Carlos Rebelo, iniciou nesta Sexta-feira, em Lisboa, uma agenda de contactos institucionais destinada a ampliar a cooperação internacional e aproximar os jovens angolanos de oportunidades nas áreas da formação académica, bolsas de estudo, emprego, inovação e participação juvenil, tendo mantido encontros com responsáveis da Federação Académica Africana de Portugal (FAAP) e da Organização Mundial da Juventude Africana.

    No primeiro encontro, com o presidente da FAAP, Felisberto Sambo, foram discutidas questões relacionadas com o acesso ao ensino superior, bolsas de mestrado e doutoramento, empregabilidade, primeiro emprego e os desafios enfrentados por jovens africanos no processo de regularização e integração académica e profissional em Portugal.

    As conversações permitiram igualmente identificar possíveis áreas de cooperação entre as organizações, com o objectivo de facilitar o acesso de jovens angolanos a redes de conhecimento, formação e oportunidades profissionais, numa altura em que o desemprego e a dificuldade de inserção no mercado de trabalho continuam entre os principais desafios da juventude.

    Yuri Rebelo reuniu-se também com Silvano Bernardo, presidente da Organização Mundial da Juventude Africana, com quem abordou temas ligados aos direitos humanos, empregabilidade juvenil, inovação tecnológica, participação dos jovens nos processos de decisão e implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

    Os encontros em Lisboa surgem num contexto em que Yuri Rebelo procura reforçar a dimensão internacional da sua actuação à frente do CNJ e, simultaneamente, consolidar contactos com organizações africanas e instituições sediadas em Portugal. A estratégia, segundo a informação divulgada, passa pela criação de mecanismos de cooperação que possam produzir oportunidades concretas para os jovens angolanos.

    O dirigente defende que as relações institucionais estabelecidas com organizações juvenis nacionais e internacionais não devem ficar condicionadas aos ciclos eleitorais ou aos mandatos do CNJ, mas constituir plataformas permanentes de cooperação em benefício da juventude.

    Na sua perspectiva, a aproximação entre organizações juvenis africanas pode contribuir para responder de forma mais coordenada a problemas como o desemprego, as dificuldades de acesso à formação, a falta de oportunidades para o primeiro emprego e a reduzida participação dos jovens nos processos de decisão.

    A agenda de Yuri Rebelo em Portugal deverá prosseguir nos próximos dias com novos encontros com organizações de âmbito internacional e africano, visando ampliar os contactos, identificar novas áreas de cooperação e recolher experiências que possam ser aproveitadas em iniciativas destinadas à juventude angolana.

    A movimentação internacional do Secretário-Geral do CNJ ocorre também numa fase de preparação para o próximo processo eleitoral da organização, no qual Yuri Rebelo surge como pré-candidato à Presidência, embora os encontros realizados em Lisboa sejam apresentados como parte de uma agenda institucional voltada para a cooperação e criação de oportunidades para os jovens.

    Entre educação, empregabilidade, empreendedorismo, inovação tecnológica, direitos humanos e desenvolvimento sustentável, a aposta anunciada passa por transformar relações institucionais em possíveis portas de acesso dos jovens angolanos a redes internacionais de formação e desenvolvimento.

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