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    João Lourenço inaugura barragens no Cunene

    O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou, este sábado, 5 de Setembro, na província do Cunene, as barragens do Ndúe e Calucuve, incluindo os respectivos canais adutores e chimpacas, infra-estruturas integradas no Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA).

    As duas obras juntam-se ao Canal do Cafu, já em funcionamento, e representam uma das principais apostas do Executivo para reforçar o acesso à água e reduzir os efeitos da seca que afectam ciclicamente as populações do sul do país, particularmente no Cunene.

    A cerimónia reuniu altas figuras do Estado angolano e convidados estrangeiros, entre os quais o Presidente da República Democrática do Congo, Félix Antoine Tshisekedi, e o Ministro da Energia da Namíbia, além dos embaixadores dos dois países acreditados em Luanda.

    A Barragem do Ndúe está projectada para beneficiar aproximadamente 60 mil habitantes. O respectivo canal adutor estende-se por 75 quilómetros e conta com 15 chimpacas destinadas ao armazenamento de água. A construção da infra-estrutura permitiu ainda a criação de cerca de 1.700 empregos directos.

    Já a Barragem do Calucuve dispõe de um canal adutor com 240 quilómetros de extensão, concebido para assegurar o fornecimento de água a cerca de 90 mil habitantes da província do Cunene. O sistema inclui 22 chimpacas a jusante, destinadas igualmente à retenção e armazenamento de água.

    De acordo com os dados apresentados, a execução do projecto do Calucuve possibilitou a criação de aproximadamente 2.500 empregos directos.

    Com a entrada em funcionamento das duas barragens e dos respectivos sistemas de distribuição e armazenamento, o Executivo pretende ampliar a disponibilidade de água para as populações e para as actividades agropecuárias, num território particularmente afectado pela escassez de água e pela irregularidade das chuvas.

    As novas infra-estruturas passam, assim, a integrar a rede de obras concebidas para enfrentar os efeitos da seca no sul de Angola, numa região onde a segurança hídrica continua a constituir um dos principais desafios sociais e económicos.

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