A fé, a reconciliação, a tolerância e a unidade nacional dominaram as mensagens de Higino Carneiro e Adalberto Costa Júnior após a Missa de encerramento da Procissão à Muxima, realizada este domingo, com os dois políticos a apelarem para que as diferenças partidárias não se sobreponham à condição de angolano.
Higino Carneiro afirmou que a celebração religiosa constituiu um momento de fé, oração e profunda reflexão, marcado por pedidos a Deus de perdão, esperança, amor e reconciliação para todos os angolanos.
Numa mensagem publicada nas suas redes sociais, o político considerou que o momento recorda que, acima das diferenças, os angolanos constituem uma só Nação, defendendo que a diversidade deve ser transformada numa força para a construção de uma Angola mais justa, próspera, solidária e fraterna.
Higino Carneiro pediu ainda a intervenção de Deus para iluminar os caminhos de Angola e fortalecer o espírito de união entre os cidadãos. Aos líderes religiosos e aos fiéis, apelou para que continuem a rezar pela paz, pela reconciliação, pelas famílias e pelo futuro da Nação.
Por outro lado, Adalberto Costa Júnior recorreu às redes sociais para deixar uma mensagem marcada pela fé e pelo apelo à unidade. “Deus acima de tudo, Angola acima de todos”, escreveu o líder da UNITA, a propósito da sua participação na celebração religiosa.
Para Costa Júnior, a presença na Muxima, diante de Nossa Senhora, deve recordar aos angolanos que nenhuma disputa política deve apagar os laços que os unem enquanto cidadãos da mesma Pátria.
“Somos irmãos da mesma pátria antes de sermos partidos; somos angolanos antes de sermos diferentes”, afirmou, apelando igualmente à tolerância entre os cidadãos.
Na sua mensagem, o líder da UNITA citou ainda o Salmo 133:1 — “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” —, antes de sublinhar que Angola representa a casa confiada por Deus aos seus filhos.
No entanto, as duas mensagens, divulgadas após o encerramento da Missa na Muxima, convergiram num mesmo apelo à união, à tolerância, à paz e à reconciliação, num momento religioso em que a fé voltou a servir de ponto de encontro entre diferentes sensibilidades da sociedade angolana.


