Governo Sombra da UNITA alerta o governo do João Lourenço, em atenção, da necessidade de tomadas de acções rápidas e eficientes para contrapor a tendência dos fenómenos ambientais, em uma publicada recentemente, nas suas redes sociais, em alusão ao dia 5 de Junho.
Para a UNITA, as acções humanas têm produzido uma miscelânea perfeita no sentido da destruição da vida como conhecemos hoje.
A nota, avança ainda, enfrentamos crises como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e, não menos importante, a poluição atmosférica, contaminação dos solos, oceanos, rios e o problema dos resíduos. É preciso encontrar soluções e práticas para o restauro da natureza, como forma de aumentar a resiliência aos fenómenos ambientais extremos, tais como a seca e a desertificação, em restaurar a natureza, promover a captura de carbono, reduzindo os efeitos drásticos das alterações climáticas, pois, sabe-se que as ações de restauro da natureza de pelo menos 15% da terra têm a capacidade de evitar até 60% das extinções de espécies ameaçadas.
O governo Sombra da UNITA manifesta a preocupação pelo facto de Os “pulmões” do planeta estarem a entrar em colapso, devido, as mais intensas, acções de desmatamento que têm contribuído para o surgimento das enormes clareiras florestais que têm tornado os solos improdutivos, aumentando os fenómenos da fome, redução das fontes de água, perda de habitats e espécies, redução da economia e a transformação de solos férteis e saudáveis em desertos e zonas sem valor ecológico.
Por outro lado, Angola colocam-se questões prementes como a destruição acentuadas das florestas, como no caso da Floresta do Maiombe e das vastas savanas do interior, os efeitos contínuos da seca no sul do país, bem como outros fenómenos que concorrem para a deterioração ecológica tais como o tratamento e destino dos resíduos e toda a sorte de novos hábitos que não favorecem a biodiversidade, como é o caso do descarte dos plásticos e artefactos de metal que vão indiscriminadamente contaminar rios e oceanos, comprometendo, e de que maneira, o equilíbrio nestes ecossistemas.
Neste, 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente, afigura-se deste modo como uma ocasião singular para refletirmos sobre o impacto das políticas adoptadas pelo governo angolano no sentido de acelerar o restauro da terra, a resiliência à seca e à desertificação.
No entanto, devemos refletir sobre a eficiência do Canal do Cafu para as comunidades locais e seus condicionalismos sociais, os resultados das acções para a mitigação dos efeitos da desertificação resultantes das queimadas que ocorrem em toda a extensão territorial e os esforços para recuperar florestas de onde ocorre exploração intensiva de madeiras, como em Cabinda, Moxico e Cuando Cubango.
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