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    Oposição liga concurso público à campanha eleitoral

    As críticas ao concurso público do Ministério da Saúde intensificaram-se depois de sindicatos denunciarem a ausência de um levantamento das reais necessidades de pessoal nas unidades sanitárias enquanto dirigentes da oposição acusam o Governo de aproveitar o período pré-eleitoral para utilizar empregos públicos como instrumento de influência política numa estratégia que classificam como compra de consciências.

    A abertura do concurso público para o setor da Saúde está a provocar reações críticas de representantes sindicais e políticos. Apura Aordem News que as contestações concentram-se na distribuição das vagas e no momento da realização do processo.

    O presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Afonso QUIleba, afirma que o Ministério da Saúde voltou a adotar um modelo de recrutamento que não corresponde às necessidades efetivas dos hospitais e centros de saúde.

    Segundo disse, antes da abertura do concurso deveria ter sido realizado um levantamento nacional para identificar o número exato de profissionais em falta em cada instituição, permitindo uma distribuição mais equilibrada dos recursos humanos.

    O dirigente sublinha que manter os mesmos critérios significa perpetuar a escassez de profissionais em diversas unidades sanitárias, prejudicando o atendimento da população.

    Por outro lado, o secretário provincial da UNITA em Cabinda, Lourenoç  Domingos, afirma que o lançamento de concursos públicos em massa às vésperas das eleições constitui uma estratégia política para favorecer o partido governante.

    O responsável adianta que muitos cidadãos poderão sentir-se comprometidos a apoiar quem está no poder depois de conseguirem emprego na função pública, realidade que, segundo considera, resulta da contínua confusão entre as estruturas do Estado e do partido governante.

    Domingos avança que tais práticas representam uma alegada forma de corrupção eleitoral e de condicionamento do eleitorado.

    No entanto, até ao fecho desta edição, o Ministério da Saúde não havia reagido às críticas apresentadas pelos sindicalistas e pela oposição durante as declarações divulgadas pela Rádio Despertar.

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